Boas pegas aos Palhas na praça de Salvaterra


Noite amena e meia casa forte em Salvaterra de Magos no aniversário da quase centenária praça de toiros que recebeu um curro de Palhas com pouca “chama” quase na generalidade, com os quais o grupo de Vila Franca acabou por efetuar uma exibição positiva, mas onde os oponentes não exigiram mais do que o cumprimento dos “serviços mínimos” adequados ao curro em questão.

No 2º toiro da corrida, saiu à praça o forcado Rui Godinho que após um demorado esforço a tentar interessar o “distraido” toiro, efetuou uma pega onde sobressaiu sobretudo a classe do cara que se fechou de tal modo, tapando integralmente a cara ao toiro após citar bem, carregar melhor e com uma reunião perfeita, acabou por relegar para segundo plano a oportunidade dos ajudas poderem brilhar na consumação desta pega, na qual se limitaram a parar o toiro cumprindo no que lhes competia. Trata-se de um forcado da cara que, pega após pega, progride a olhos vistos e se prepara para ser um grande nome do Grupo nos tempos mais próximos, não só pela qualidade técnica mas também pela personalidade simples e afável, sempre alheio a “vedetismos”.

No quarto toiro da noite, voltou o Rui Graça a não ser feliz. Irreconhecível na 1ª tentativa onde o único aspeto positivo foi não ter pegado o toiro, de modo a ter a possibilidade de efetuar uma segunda tentativa já ao quase ao seu nível, desta vez citando já com o intuito de mandar, carregando (ainda que com alguma irregularidade) e recebendo com qualidade, num toiro que empurrou até às terceiras, com o Grupo a ter de se empregar.

A terminar, saiu um manso de grande calibre que antevia uma pega “de combate” para o Ricardo Patusco e restante Grupo. Os terrenos escolhidos pelo Patusco acabaram por aniquilar metade da dificuldade que esta pega aparentava poder provocar. Com a investida tardia e já no limite dos terrenos de “compromisso”, o Patusco mandou, recuou e fechou-se bem, o Grupo também não deu hipóteses ao toiro de se agigantar (destaque para a ajuda de sacrificio do Tiago “Salsa” e o sentido de oportunidade do Bernardo Alexandre) e assim se consumou uma boa pega.

O Grupo de Montemor teve também uma noite positiva, acabando por levar o prémio em disputa para a melhor pega da noite, através do forcado Francisco Borges, numa excelente pega com o poder físico do forcado a sobressair.

A noite terminou animada e bem regada com os dois Grupos a cederem um empate técnico no animado combate efetuado nos bares da discoteca “Why Not”.

Paulo Paulino “Bacalhau”

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