Almeirim com pouco brilho


Meia casa em Almeirim assistiu este Domingo a mais uma corrida de toiros, que acabou por ter um ritmo moderado como o clima que se fazia sentir.

O grupo de Vila Franca de Xira alternava com Santarém e Aposento da Moita tendo os grupos cumprido sem grandes sobressaltos o que lhes era exigido no fundo o que acabou por suceder com os cavaleiros em praça, neste caso, salvaguardando os diversos níveis e estatutos individuais como é óbvio.

O curro de José Luís e Souza de Andrade apresentou-se a cumprir na maioria dos casos, pese embora a pouca presença dos toiros.

A actuação do Grupo de Vila Franca não excedeu as expectativas, ainda assim destaco o brilhantismo com que o 5º toiro foi ajudado na 2ª tentativa.

No 2º toiro da tarde o Pedro Castelo teve de se haver com um toiro “mal visto” que necessitava de um temple mais adequado á situação, pelo que nas 2 primeiras tentativas o toiro acabou por tirar a cara ao forcado momentos antes da reunião. Na 3ª tentativa, acabou por se resolver a situação, com boa intervenção do Salsa e do restante grupo. Não foi a pega bonita que sempre ambicionamos, o toiro também não seria o indicado para tal.

O 5º toiro da tarde foi pegado pelo Rui Graça. Um toiro excelente, franco e a vir de largo. Numa 1ª tentativa para esquecer (há que corrigir a reunião, o toiro recebe-se de frente, há que dobrar na cara do toiro, enfim, detalhes a necessitar de mais cuidado e que acabam por resultar em tentativas frustradas. Na 2ª tentativa, a reunião acabou por correr melhor, apesar de, pessoalmente, considerar que ainda não foi perfeita, mas (é por isso que se chama Grupo de Forcados) havia um grupo coeso e conhecedor do seu papel atrás e tudo isso tornou a pega muito vistosa e a arrancar aplausos merecidos. Este forcado, quando corrigir o (importantíssimo) detalhe da reunião, pode vir a dar que falar.

Cocheira Velha é um nome a fixar. Bom serviço, muita simpatia e mais paciência, é mesmo o local ideal para um jantar de forcados em Almeirim que decorreu excelentemente com alguns “cromos valiosos” da colecção na caderneta, Zé Carlos de Matos, Rogério Salsa, Nené (apareceu á hora da sobremesa de whisky) e … enfim, Caló no seu melhor.

Paulo Paulino (Bacalhau)

Partilhar:

Facebook
Twitter
LinkedIn